segunda-feira, 12 de julho de 2010

Saneamento Ambiental do Natal


Companheiros, o Mandato do Deputado Fernando Mineiro, o SINDÁGUA, o Movimento Sindical e o Movimento Popular, convida-os a se fazerem presentes ao ato de protesto e de denúncia, contra a tentativa da Prefeitura de Natal de retirar, da CAERN, a concessão para prestação dos serviços de Abastecimento de água e esgotamento sanitário da Zona Norte. Todo o movimento da Prefeitura do Natal é para conceder esses serviços à iniciativa privada. Diante dessa tentativa, o Movimento Sindical e Popular, os Mandatos do Deputado Mineiro e do Vereador George Câmara, organiza um Ato de protesto, defronte ao Escritório Central da CAERN ( Av. Hermes da Fonseca, ao lado do HWG), às 8h do dia 15/07. Após o Ato de protesto, os trabalhadores e parlamentares deslocarão-se à Câmara Municipal do Natal para entregar um manifesto aos Vereadores. Pois, o Legislativo Municipal é quem deverá autorizar uma mudança de concessão de serviços públicos.

NÃO À PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO AMBIENTAL!

Emanoel Alcoforado
Assessoria do Deputado Fernando Mineiro

Imagem Patacada

SEMINÁRIO SOBRE AS ELEIÇÕES 2010


A PROEX, por intermédio da ESCOLA DE GOVERNO E GESTÃO SOCIAL (PROGRAMA INSTITUCIONAL), em parceria com a PPG, a PROPESQ, a COMUNICA, a ADURN, e a provável participação do Jornal TRIBUNA DO NORTE, estará promovendo um Seminário sobre as ELEIÇÕES 2010 em que estaremos discutindo a contribuição da UFRN na análise da realidade social e política do nosso estado e das proposições que temos a oferecer ao debate programática no campo das políticas públicas.
A idéia inicial é que possamos ter, na fase prévia ao seminário, uma abordagem jornalística seqüencial das diversas políticas públicas, com entrevistas ou artigos opinativos de especialistas da UFRN, que criaria a motivação para o Seminário que ocorreria em 03 dias seguidos, culminando com um DEBATE na TVU entre os candidatos ao governo, que seriam inquiridos em tornos das proposições que elaborássemos.
Em função da premência em definirmos uma posição institucional para discussão com a direção da TRIBUNA DO NORTE, convidamos as Unidades e os Programas e Grupos de Pesquisa interessados em participar e se integrar à organização do Seminário para discutirmos a idéia e a formulação do programa do Seminário.
A reunião inicial ocorrerá na próxima terça-feira, dia 13/07, às 15 horas, na sala de reuniões da PROEX.
Contamos com a participação de todos para a viabilização dessa importante iniciativa.

Atenciosamente,

Prof. Cipriano Maia de Vasconcelos
Pró-Reitor de Extensão

domingo, 11 de julho de 2010

A burocracia segundo Hannah Arendt

•Mostrar como essas ideias foram colocadas na África do Sul – Aparthaide
•Pessoas comuns que, por meio de uma ideologia racialista, vão tornar comum o racismo na sociedade que eles têm contato. Vão permitir a ascensão das doutrinas totalitárias.
•É nesse contexto que vai se explicar a cruel exploaração do Congo.
•Os Boers são pessoas sem interesses nacionais, sem valores humanitários, não dependem do trabalho intelectual, não se ficção em lugar nenhum, nômades que andam pelo território africano, e distroem todos aqueles povos que encontram. Para ela, eles exemplificam os racistas.
•As ideologias do século XX têm essa origem comum, o fim mesmo com um custo horrendo.
•Temos que entender o Imperialismo, caso contrário não entenderemos o mundo contemporâneo.

fonte Origens do Imperialismo de Hannah Arendt

O Racialismo segundo Hannah Arendt

O Nazismo e a utilização política do racismo.

•Ainda em meados do século XIX o racismo era ainda julgado pelo critério da razão política. A ideologia racista, com raízes profundas no século XVIII, emergiu simultaneamente em todos os países ocidentais no século XIX e reforçou a ideologia da política imperialista.

•Ela coloca o racismo como ideologia: “toda ideologia que se preza é criada, mantida e aperfeiçoada como arma política e não como doutrina teórica. Resulta da necessidade de proporcionar argumentos aparentemente coesos, e assume características reais, porque seu poder persuatório fascina a todos, atraídos pela possibilidade de pregar à multidão as novas interpretações da vida e do mundo”. Enquanto ideologia, serve às massas contaminadas pelo imperialismo. Ideologia é uma arma de um grupo de indivíduos que querem conquistar seus objetivos. Serve para mostrar afinidade. Juntar as massas. Não é apenas doutrina política. É capaz de criar ciência através de paradigmas falsos.

•Racismo é um fenômeno a-nacional e tende a destruir a estrutura política da nação. “A verdade é que as ideologias racistas ingressaram no palco da política ativa no momento em que os povos europeus já haviam preparado o novo corpo político da nação, e negou a existência político-nacional como tal. Os racistas, embora assumissem posições ultranacionalistas, negaram o princípio sobre o qual se constroem as organizações nacionais de povos: o princípio da igualdade e solidariedade de todos os povos, garantido pela ideia de humanidade.

•A Revolução Francesa, os estrangeiros e a ideia de fraternidade (Herder) / Teses de que as sociedades selvagens eram restos de antigas sociedades (Schelling).

•As origens das doutrinas racialistas: o Conde de Boulanvilliers e a história dupla da nação francesa (1732). O direito de conquista dos germânicos sobre os gauleses – um dado histórico. Importância dos escritos de Boulanvilliers após a Revolução Francesa.

•Pensamento racial alemão surge como parte do esforço de unir o povo para resistir ao estrangeiro, tornou difícil distinguir o racismo do nacionalismo em seus estágios iniciais. Na falta de um contexto histórico e lingüístico comum exorta-se um parentesco de sangue, mas somente a partir de 1814. No entanto, defendia-se o princípio da igualdade dos povos. Personalidade inata e origem tribal comum.

•Gobineau e o Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas (1853). Procura de uma força única, uma razão que rege as civilizações em sua ascensão e declínio, unindo a História e a Ciência. A queda da civilização se deve a degenerescência da raça. Propunha uma raça de príncipes que corriam o risco de serem engolfados, através do sistema democrático, pelas raças inferiores. Reformou a ideia de personalidade inata – permitindo a defesa da ideia de uma aristocracia natural, possível de ser encontrada em todo homem excepcional. O patriotismo e a lei passaram a ser definidos como valores fictícios e nominais.

•O surgimento das doutrinas naturalistas na Inglaterra: o poligenismo, o darwinismo, a luta pela existência, a sobrevivência dos mais aptos.

•Disraeli e o emprego das teorias raciais na política externa a partir do Imperialismo: a superioridade racial e a evolução da Inglaterra.

•Conceito de raça meche com a cultura do mundo inteiro. Conceito relativamente novo.
•A ideia de raça aparece no século XIX, expandindo-se no século XX.

•É um erro dizer que racismo e nacionalismo são a mesma coisa (contrários).
•Racismo é uma invensão. Uma arma dos conservadores.

•Imperialismo – movimento do século XIX

•Hannah costura o século XIX a partir de uma interpretação que junta vários fatores, explicando não só o Imperialismo, mas também o contexto da época. Exemplo, o problema do nazismo, do racismo. Consegue mostrar a partir de uma abordagem coerente, os fatores que fizeram parte da formação do homem do século XX.

fonte Origens do Imperialismo de Hannah Arendt

A ascensão da burguesia segundo Hannah Arendt

Recorte histórico do Imperialismo para Hannah: 1884 – 1947:
•Surgido do colonialismo
•Gerado pela incompatibilidade do sistema de Estados nacionais com o desenvolvimento econômico e industrial do último terço do XIX.
•Diferença em relação à formação de impérios no estilo clássico quanto das conquistas por expansão de fronteiras.
•Transferência dos conflitos europeus para a África e Ásia.

A emancipação política da burguesia:
•Estado diferente de burguesia.
•Estado-Nação não se prestava como estrutura para maior crescimento da burguesia.
•Imperialismo versus Estado-Nação e a entrada da burguesia na política.
•A expansão como objetivo permanente e supremo da política é a ideia central do imperialismo.
•O imperialismo surgiu quando a classe detentora da produção capitalista rejeitou as fronteiras nacionais como barreira à expansão econômica.
•Estado-Nação como paradoxo do imperialismo.

Poder e a burguesia:
•A exportação de capital por conta da busca de lucros fora do mercado doméstico.
•O imperialismo deve ser considerado o primeiro estágio do domínio político da burguesia e não o último estágio do capitalismo.
•A introdução do pensamento político do imperialismo que enfatizava o progresso pelo recurso à ideia do acúmulo ilimitado de poder e de riqueza.

A Aliança entre a ralé e o capital:
•Rascismo como elemento para unificação do povo à base da ralé (governo sobre raças inferiores).

fonte Origens do Imperialismo de Hannah Arendt

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Joseph Schumpeter, A sociologia dos imperialismos, 1918

•Salienta-se a tradição guerreira das nações imperialistas e a incapacidade dessas castas em se adaptarem ao seu declínio e a sua nova posição.
•Schumpeter definiu o imperialismo como “a disposição sem objetivo, por parte de um Estado, para a expansão ilimitada pela força”. Não dá para entender Imperialismo sem entender que ele está ligado ao contexto de nação.

Interpretações Econômicas do Imperialismo

Sismond / Rodbertus e a Doutrina da tendência dominante da taxa de lucro sobre capital
•A produção seria maior que o consumo por causa da má remuneração dos trabalhadores.
•O sistema capitalista sempre vai tender a produzir mais do que os consumidores são capazes de lidar.
•Diminuição do salário dos trabalhadores.
•Vai haver sempre super-produção. A crise é causada pelo fato dos trabalhadores não conseguirem consumir os produtos fabricados. Sendo necessário a obtenção de novos mercados. Os mercados deveriam ser conquistados.
•Explicar o porquê de lugares distantes estarem sendo conquistados.
•Teóricos Liberais

Karl Marx e a Composição orgânica decrescente do capital
•O reinvestimento crescente em tecnologia de produção (capital físico) levaria à diminuição do trabalho e, portanto, do lucro (mais-valia).
•Teóricos da esquerda
•Conjunto de explicações que tenta explicar o econômico pela tese da “Composição orgânica decrescente do capital”.
•O capitalismo a partir da Revolução Industrial tem uma tendência de melhoramento da tecnologia de produção.
•Se você investe em melhores máquinas para aumentar e melhorar a produção, isso vai diminuir a necessidade de mão-de-obra. Diminuindo a remuneração.
•O capitalismo se expandiria para fora da Europa. Investimentos na África, Ásia. Construção de ferrovias.

John Hobson – Imperialismo, 1900.
•A ideia do desajustamento capitalista: o problema do subconsumo: as potências capitalistas teriam sido impelidas a tornar-se potências imperialistas devido à tendência para a poupança excessiva e a superprodução. O problema crucial era um excedente de capital sem aplicação, logo o Imperialismo era uma disputa global em busca de se monopolizarem mercados para a exportação de capital.
•Teórico Liberal.
•Ele vai resgatar as teorias anteriores, colocando no contexto histórico.
•O capitalismo produzia em si mesmo as condições para produzir. Agora tinha que se tornar imperialista, devido a super-produção.

Rosa Luxemburgo, A acumulação de Capital, 1912.
•Entendia que o Imperialismo consistia em fazer, através do controle, as economias não-capitalistas negociarem em condições desvantajosas.
•Marxista Alemã
•Procura entender o Imperialismo a partir de outras influências que não só o econômico.
•Ação das potências imperialistas contras as não imperialistas.

Rudolf Hilferdin, O Capital Financeiro, 1910.
•Salienta o papel dominante do mercado financeiro no novo capitalismo (um capitalismo financeiro), e que este não fora previsto por Marx. Com o declínio dos lucros no continente este tendia a procurar no exterior novas oportunidades.
•Social-democrata.
•Marx não tinha conseguido compreender o fenômeno porque não havia vivido o período.

Lênin, O Imperialismo, fase superior do Capitalismo, 1916.
•O Imperialismo e a Guerra como um estágio necessário do Capitalismo.
•O imperialismo tinha haver com as novas condições. Tendo haver com o capitalismo financeiro.
•O novo capitalismo necessita de grandes empréstimos. Atividades relacionadas às finanças. Valorização dos bancos. O capitalismo se tornou presa das transações financeiras.
•Capitalismo é selvagem. Atuação dos grandes grupos financeiros. Não temos os Estados para controlá-lo. Final do século XIX e início do XX.
•O imperialismo seria uma espécie de um super-capitalismo. Fase superior do capitalismo. A partir de 1880.
•Fase monopolista do capitalismo – imperialismo.
•Fusão do capital comercial com o industrial.
•Lênin focava na natureza do sistema capitalista.
•Exportação de capitais.
•A partilha do mundo entre as grandes potências – traço característico. Essa partilha nunca está finalizada. Sempre em constante tensão.
•Primeira e Segunda Guerra se explicam a partir desse fato.